Pilões

Pilões (Elas e Eles)

Dum ventre à infância nos fizeram crianças
Ainda crianças nos vestem armadura
Que de dia para dia constrói uma aliança
A da memória do nosso lar que ainda perdura
Que fortalece o destino e tempera a esperança.
Nascem novos nomes:6,12,30,32,37…
Até que reproduzindo o tempo os repete.

Clarim, alvorada, nascer do sol... lustra o convento,
Direita, esquerda, em frente marche, cortamos o vento
Rumo ao porvir, civil ou militar: oficial ou sargento.
A justiça do mestre, professor, instrutor tem seu momento
Na alegria e na dor, eufórico ou deprimido, cresce-se adolescente.

Ser amigo/camarada, honra vertical… ser humano consciente.
No cimentar da construção, pilar a pilar, contradição a contradição,
No ultrapassar de nós mesmos, no “querer é poder”(com alma e coração),
No enobrecer da Nação, dignificar o Instituto, preparados para a luta,
Dum ventre à infância, desta à adolescência, nos fizemos gente adulta.

Coronel Ref., Manuel Duran Clemente, aluno 30/1953, Cmdt de Batalhão 1960/61.

Obs: … efectivamente foram as dificuldades (estas e a superação dos obstáculos) vividas num meio-ambiente muito particular que nos tornaram mais amigos e solidários e também mais fortes.

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