Ass S de Administração Militar - ASAM está com MDC. 06.11.2021 ORDEM DA LIBERDADE ·
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É com enorme satisfação e regozijo que CONGRATULAMO-NOS com o AGRACIAMENTO [1], por Álvara do Exmo. Presidente da República e Grão-Mestre das Ordens Honoríficas, Professor Doutor Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa, da ORDEM DA LIBERDADE, GRAU DE GRANDE-OFICIAL, ao Nosso Camarada (SAM/AdMil):
– CORONEL AdMil (Reformado) MANUEL ANTÓNIO DURAN DOS SANTOS CLEMENTE;
a qual foi entregue, em cerimónia restrita realizada no passado dia 19Ago21, a um segundo grupo de militares – o primeiro grupo de foi agraciado em 26Fev21 – que contribuíram para a queda da Ditadura, e que o Exmo. Presidente da República, dizendo:
- “é uma justiça que tem de se prestar aos militares que fizeram Abril, porque todos eles foram igualmente importantes” e porque "a memória não prescreve, e a gratidão não prescreve";
decidiu condecorar até à Comemoração dos 50 Anos da Revolução do 25 de Abril” todos os militares que estiveram envolvidos no 25 de Abril de 1974.
Assim, e certos que:
• com este público agraciamento se reconhece, publicamente, a importância e o significado do contributo do CORONEL AdMil MANUEL DURAN CLEMENTE, ao tempo Capitão, na participação directa na conspiração e na acção militar do 25ABRIL74, que, e cita-se o Preâmbulo da CRP de 1976, “coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista”;
conscientes que o Nosso Camarada (SAM/AdMil) CORONEL AdMil MANUEL DURAN CLEMENTE:
• é um dos Capitães da génese clandestina do «Movimento de Capitães» na Guiné, para onde foi mobilizado «punido» por “«requer o abandono das Forças Armadas» e ter publicamente criticado, no Congresso da Oposição Democrática em Aveiro (Abr73), o «regime ditatorial, a falta de liberdade e a guerra colonial»;
• em Bissau, onde chega a Jul73, desenvolveu, conjuntamente com outros Oficiais do Exército (Otelo Saraiva de Carvalho; Salgueiro Maia; Matos Gomes, Jorge Golias; Faria Paulino), um intenso processo conspirativo que levará:
- ao envio ao Governo (Ago73) de uma carta, da qual é um dos quatro autores, que «subscrita por cerca de cinquenta capitães (em guerra na Guiné)», coloca “em causa o sistema (político e militar) deixando já antever uma tomada de posição de força» por parte dos (jovens) Capitães da Guiné;
- à eleição (Set73) da «Comissão Coordenadora do Movimento de Capitães» na Guiné, da qual faz parte «conjuntamente com: Matos Gomes, Almeida Coimbra e António Caetano/Sousa Pinto”»;
- a uma intensa acção de “«recrutamento» de militares/capitães, não só do Exército como da Força Aérea e da Marinha”, mas também a «militares “não profissionais” (Capitães Milicianos), na fase conspirativa, tais como Barros Moura e Celso Cruzeiro (antigos dirigentes académicos), José Manuel Barroso e Espada de Sousa, entre outros»;
• no dia ABRIL74, «com os oficiais organizados» no «Movimento de Capitães» da Guiné, toma parte da «tomada do poder também em Bissau e em toda a Colónia, colocando nos postos chaves, militares de confiança e integrados no espírito do Programa MFA»;
• tendo acompanhado e participado no processo de Descolonização da Guiné, e encerrado este em 15Out74, «regressa a Lisboa onde, com um grupo significativo de oficiais que se tinham distinguido em Bissau, integra a 5ª Divisão do Estado Maior General das Forças Armadas», recentemente criada pelo CEMGFA em substituição do “SIPFA - Serviço de Informação Pública das Forças Armadas” do SGDN, sendo «nesta (nova) estrutura, um dos responsáveis pelo “CEIPFA - Centro de Esclarecimento e Informação Pública das Forças Armadas”, coordenando programas de Rádio e Televisão e integrando a redacção do Jornal quinzenal “O Boletim do MFA” editado durante um ano (25 exemplares)». Em 11Mar75, «aos microfones da então EN, alerta o País, durante o noticiário das 13.00, da invasão do RALIS e do golpe que Spínola tentou realizar», vindo a ser, por este acto, «louvado pelo Chefe do EMGFA e Presidente da República, General Costa Gomes» e nomeado Secretário-Geral e porta-voz da Assembleia do MFA (Mar75 a Set75);
• nascido a 28/06/1942, em Almada, antigo e distinto aluno (n.º 19530030) do Instituto dos Pupilos do Exército (IPE), que frequenta de 1953 a 1961 e do qual foi Comandante do Batalhão Escolar (1960/61), ingressa na Academia Militar (AM) em 19/10/1961 (Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque, Capitão de África), onde foi o número um do seu Curso e vencedor do Prémio Literário dos Colóquios Internacionais com a Academia General Militar (Saragoça/Espanha - 1962), concluindo a parte curricular do Curso de Administração Militar em 1964, sendo, após frequência do Tirocínio na Escola Prática de Administração Militar (EPAM/Lisboa):
- promovido a Alferes (ALF) em 01/11/1965, e sucessivamente: a Tenente (TEN) em 01/12/1966; a Capitão (CAP) em 01/10/1968; a Tenente-Coronel (TCOR) em 31/10/1985; a Coronel (COR) em 01/07/1991;
é, por limite de idade, desligado da efectividade do serviço em 28/06/1999, data em que passa à Reserva, passando à situação de Reforma desde 17/10/1992, constando da sua brilhante Folha de Serviços, nos primeiros dez anos de efectiva prestação de serviço, de Aspirante a Major, sete (7) Louvores, sendo cinco (5) de Oficiais-Generais e dois (2) de Oficiais Superior, bem como o agraciamento com o Grau de Cavaleiro da Ordem Militar de Avis (02/10/1971);
a Comissão Promotora da "Associação do Serviço de Administração Militar - ASAM”, FELICITANDO-O, DÁ-LHE OS PARABÉNS POR TÃO SUBLIME HONRA que, honrando-o pessoalmente, em muito Honra o Serviço de Administração Militar a que Ele pertence e que tanto dignifica, e em muito Lustra o Exército Português (EP) e as Forças Armadas!
“UMA VEZ SAM, SAM PARA SEMPRE!”!
NOTA:
[1] Alvará (extrato) n.º 21/2021 (PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA - Chancelaria das Ordens Honoríficas Portuguesas), publicado no Diário da República, 2.ª Série (n.º 189), de 28Set21 (Págs. 17 a 19, inclusive).
67Madalena Brito, José António Rosado e 65 outras pessoas
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Noticias mais recentes: Ataque cardiaco motivado por enfraquecimento de COVID já passado(?) e com sequelas deste e de possíveis outros orgãos já molestados do antecedente. Estava internado há uns tempos. Nos hospitais Amadora/Sintra e HMFAR e Clinica da Idanha/Belas,onde faleceu.
16 de Maio de 2021 ·
Conteúdo partilhado com: Público
Triste Noticia: faleceu Diniz Almeida.
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Partilhado do Coronel Luis Paula Campos.
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